Fundação Museu Nacional Ferroviário - Armando Ginestal Machado

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Missão e Objectivos

 

O Museu Nacional Ferroviário é uma instituição museológica de âmbito nacional gerida pela Fundação do Museu Nacional Ferroviário, de acordo com o Decreto-lei nº 38/2005 de 17 de Fevereiro.

 

Entende-se a instituição museológica como sendo um serviço público de apoio ao desenvolvimento cultural da comunidade devendo, igualmente, constituir uma mais-valia social pública e económica, por via do turismo cultural, nacional e internacional.

 

O Museu Nacional Ferroviário é um museu polinucleado constituído por um museu central com as funções de sede, de local de incorporação dos bens culturais ferroviários e diversos núcleos museológicos, edifícios e reservas espalhados pelo território nacional.

 

O Museu Central situa-se no Entroncamento e ocupa uma área de 4,5 hectares, integrando a Sede da Fundação, diversos edifícios históricos, vinte e três linhas de caminhos-de-ferro, espaços de exposição permanente e temporárias, reservas e serviços de apoio, em fase de resgate, planeamento, construção e refuncionalização de acordo com programa funcional específico.

 

Os Núcleos Museológicos são dez. Foram transferidos da CP para a Fundação, com o seu património museológico integrado, mediante protocolos estabelecidos entre 2006-2008. A transferência terá como imediata consequência a denominação das antigas Secções Museológicas por Núcleos Museológicos, nos quais a filosofia das exposições, das incorporações e da inventariação e conservação do património ferroviário é da responsabilidade da Fundação, podendo esta instituição acordar com as Câmaras Municipais onde os núcleos estão sediados formas de gestão municipal, como ocorreu com os casos dos Núcleos de Lousado, Chaves e Macinhata do Vouga.

 

A Fundação prevê a existência de outros núcleos museológicos. No momento actual apenas se encontra previsto a Porta de Entrada do Museu, a estabelecer em Lisboa, no âmbito do seu Programa de Actividades.

 

O Museu Nacional Ferroviário é um museu dos transportes, com carácter científico, técnico e industrial, dada a complexidade do seu acervo patrimonial, ponde integrar-se no ramo da museologia ferroviária e industrial, enquanto disciplinas académicas.

 

Os seus marcos cronológicos são precisos enquanto cultura ferroviária e enquanto expressão nacional e internacional dessa cultura.

 

No primeiro caso, as balizas cronológicas são universais e encontram-se associadas à génese, crescimento e desenvolvimento do sistema ferroviário a nível mundial, com génese em Inglaterra e na Europa Moderna e Contemporânea, devendo atender-se, quer ao estabelecimento das infra-estruturas férreas, quer à implementação dos transportes mineiros, industriais e públicos, estes de passageiros e de mercadorias – 2ª metade do século XVIII à actualidade. Neste sentido e dado o desenvolvimento das arqueologias industriais do século XX, interessa aos museus ferroviários, o complexo de preservação e salvaguarda do património ferroviário nas suas diferentes fases energéticas e tecnológicas, a sua relação intrínseca com a história dos transportes, a produção industrial e a evolução dos sistemas integrados dos caminhos-de-ferro, desde a segurança ao conforme, à iluminação, à produção e a própria cultura técnica e tecnologia associadas.

 

No caso português, interessa a história e o património da introdução dos caminhos-de-ferro e dos transportes ferroviários desde a sua difusão anterior ao liberalismo, à escolha como meio de transporte por excelência de Portugal oitocentista com a construção da rede ferroviária nacional, entre 1851 e a actualidade, não se esgotando no presente, mas sim como horizonte das suas expressões no futuro.

 

As mostras expositivas por excelência do Museu e Núcleos Museológicos integram os principais acervos do património museográfico, em condições de conservação, segurança, investigação e inventário, privilegiando-se o material circulante, enquanto composições históricas e enquanto infra-estruturas que viabilizaram os transportes ferroviários.

 

Afirmam-se como públicos-alvo do museu todos os passageiros dos caminhos-de-ferro e neste conceito, nenhum público se encontra excluído, procurando, pelo contrário fomentar-se o maior uso dos caminhos-de-ferro pelas novas gerações, dado o carácter menos poluente dos transportes ferroviários.

 

O Museu embora estando em construção pretende afirmar-se no contexto da museologia ferroviária internacional, não apenas com um museu de 2ª geração, como pelas vertentes técnicas, científicas, culturais e de património integrado e conservado a desenvolver. Estabelece assim relações privilegiadas com as instituições e organizações similares estrangeiras, quanto à salvaguarda do património, musealização, investigação científica, participação social, divulgação e gestão.

 

O Museu estabeleceu com princípio a sua inscrição na Rede Portuguesa de Museus e neste sentido desenvolveu um Programa Museológico específico.

 

Linhas gerais plano museológico




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